O
castelo de Mora de Rubielos, dos Heredia, construção do séc. XIV (Família
Arêde )
- Os Arêde descendem do ramo da Família aragonesa Heredia que passou a
Portugal no último quartel do séc. XV com
Alonso de Heredia,
cavaleiro
castelhano (descendente do ramo desta Família que passou a Castela) durante
o reinado do Rei D. Afonso V por seguir o partido da princesa D. Joana «a
Excelente Senhora» contra os reis católicos (ver Família Herédia).
- Este Afonso de Heredia (ou de Arede como surge na documentação coeva)
passou a Portugal em 1479 após a rendição do alcaide-mor de Castronuño,
seu primo Pedro de Mendanha (de Avendaño), tendo fixado residência em
Barcelos.
- O apelido foi usado em várias variantes desde Hereda, Areda, Aredia,
Herede, Aredo, Arede e Arêde, tendo retomado apenas o apelido Heredia
original, ao que parece, o ramo das Beiras (Pinhel), e apenas a partir do séc.
XVII. Todos os outros ramos, desde o das Beiras (Besteiros) aos ramos
alentejanos usaram o apelido Arêde com várias grafias, tendo o ramo de
Besteiros usado por vezes indistintamente o apelido Arêde e Heredia.
- Do ramo de Besteiros descende o ramo que remonta ao séc. XVI, em
Lourizela das Talhadas, povoação da freguesia de Santiago do Préstimo,
junto a Águeda, descendente de Pedro Anes «o Moço», «homem muito
honrado» e fiel partidário de Dom António, prior do Crato, que teve Casa
em Lourizela e onde acolheu e manteve escondido este Príncipe entre 1580 e
1581, e de sua mulher Isabel Pires de Arêde,
oriunda, de Pedronhe (Besteiros),
onde casaram.
- Ao ramo de Lourizela pertencem os morgados da Mourisca do Vouga na
Aguieira e da capela do Bom Jesus (instituídos pelo
padre Miguel de Arêde
a 9.1.1722), e morgados de Lourizela, tendo sido último morgado o 8º,
Bernardino Passos de Arêde Soveral Tavares, juíz dezembargador, senhor do
Prazo de Arrudel.
- A representação desta família está hoje na família Arêde Soveral
pelo casamento (em 1813) do 7º morgado
Manuel de Arêde Tavares, capitão
de milícias e tabelião do Cartaxo, com D. Isabel Henriqueta Maria de
Soveral Tavares de Passos Lima, pais do referido 8º morgado, de quem
descende Maria de Fátima Lopes de Arêde Soveral, mãe de António Luís Arêde
Soveral Rodrigues Varella, fidalgo da cota d'Armas por alvará do conselho
de nobreza de 25.7.1991 (ANP, 1985 tomo III - Soveral, de Oliveira do Conde
- por publicar).
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Armas |
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- Artur Fraga Norton em «Raízes e Memórias», assegura que os Arêde
tiveram Armas próprias, embora delas não haja hoje nenhum registo nem tão
pouco se conheça qualquer desenho heráldico.
- Não tiveram armas próprias. Se é um fato que se conhece a existência
da carta de brasão de armas de Manuel de Lucena de Arede e Vasconcelos
datada de 1655, a única carta de brasão de armas conhecida com as armas
dos Arede, não se conhece no entanto a sua transcrição. Não é pois
aceitável que esta Família tivesse armas próprias em pleno séc. XVII e
perdesse o seu desenho heráldico sem deixar qualquer testemunho das mesmas.
Sabe-se que as armas concedidas em 1665 não se tratam de armas novas pois
é concedido ao agraciado um brasão de armas com escudo esquartelado
composto com as armas de outras Famílias, provando-se que o desenho heráldico
das armas dos Arêde é anterior à data desta carta.
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- · Apenas é pois de admitir que as armas da Família Arêde são as das
suas origens, ou seja as dos Heredia espanhóis, precisamente as mesmas
usadas pelos Heredia portugueses, por as não terem próprias. É prova
irrefutável do uso dessas armas o entroncamento do ramo de Pinhel no ramo
descendente de Afonso de Arede já que estes usaram as armas dos Heredia
como se verifica da pedra de armas que ostenta a frontaria da sua casa em
Pinhel.